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Aquele tipo de mãe que o tempo não apaga

  • Aislane Araujo de Souza
  • 29 de mai.
  • 2 min de leitura

Se existisse um lugar onde o tempo pudesseparar, talvez fosse permanecer exatamente naquele instante em que se ouve pela primeira vez a palavra “mãe”. Naquele abraço apertado depois de um dia difícil. Ou ainda no pequeno momento em que uma mãe percebe que é o porto seguro de seu filho(a).


Talvez as mães devessem ser eternas.

E talvez, de alguma forma, elas sejam.


Existem mulheres que permanecem vivas na presença, no toque, no cuidado diário, na voz que acolhe e no olhar que protege. Mas existem também aquelas que continuam vivendo na memória, no cheiro guardado em uma roupa antiga, nas receitas repetidas em silêncio, nos conselhos que ainda ecoam dentro do coração e no amor que nunca deixou de existir.


Porque uma mãe não desaparece completamente. Mãe permanece. Permanece nas manias que herdamos. Nas palavras que repetimos sem perceber. Na forma como aprendemos a amar, cuidar e sobreviver.


Há mães que seguem aqui, vivendo seus melhores e piores dias, tentando ser fortes enquanto carregam suas próprias dores humanas. E há mães que partiram, mas deixaram marcas tão profundas que o tempo não consegue apagar.


Talvez a eternidade das mães esteja exatamente nisso: no amor que continua existindo mesmo quando a presença física já não pode mais ser tocada.


O psiquiatra Carl Gustav Jung dizia:

“Aquilo a que você resiste persiste. Aquilo que você aceita transforma.”


E o amor de uma mãe transforma. Transforma a infância em lembrança. Transforma o medo em abrigo. Transforma a ausência em saudade cheia de significado.

Muitas vezes, ao longo da vida, carregamos dores, saudades, culpas, ausências e até silêncios relacionados à maternidade, seja na relação com a mãe que temos, com a mãe que fomos, com a mãe que desejamos ser ou com aquela mãe que hoje vive apenas na memória e no coração.


E é justamente nesse lugar tão profundo da alma que a terapia pode se tornar um caminho de acolhimento e transformação.

A terapia permite compreender emoções, revisitar histórias, fortalecer vínculos internos e ressignificar dores que muitas vezes foram silenciadas durante anos. Ela nos ajuda a entender quem somos como filhas, como mães e, acima de tudo, como mulheres.


Porque cuidar da saúde emocional

também é uma forma de amor.


Neste mês das mães, que possamos abraçar as mães que ainda estão aqui e também honrar aquelas que brilham no universo das nossas lembranças.

E que nunca nos falte coragem para olhar para dentro de nós mesmos com carinho, acolhimento e humanidade. Porque algumas pessoas passam pela vida.



Mas as mães… as mães permanecem eternizadas dentro de nós.



Aislane Araujo de Souza
Psicóloga
Especialização em Análise do Comportamento Humano
CRP: 06/172486 – 08/IS-806

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