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Ciúme Patológico

  • Gladys Krishna
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O ciúme faz parte da vivência humana, é uma emoção universal e natural. A maioria das pessoas já sentiu ciúme em relacionamentos amorosos, familiares ou até mesmo em amizades.


Contudo, é importante identificar e diferenciar o ciúme considerado normal do ciúme patológico:


O ciúme não patológico, geralmente está relacionado a situações reais, surge em momentos específicos e costuma ser passageiro. Além disso, não interfere significativamente na dinâmica do relacionamento.


Quando falamos de ciúme patológico, também conhecido como Síndrome de Otelo,  nos referimos a um termo inspirado no personagem principal da obra Otelo: O Mouro de Veneza, escrito por William Shakespeare. Na história, Otelo apresenta sinais claros de ciúme patológico, desenvolvendo uma desconfiança intensa e sem fundamentos em relação à esposa, o que leva o casal a um desfecho trágico.


O ciúme patológico, caracteriza-se por suspeitas exageradas e sem evidências concretas. A pessoa passa a interpretar situações de forma distorcida e sente uma necessidade constante de controlar o parceiro(a).


Esse padrão pode gerar sofrimento intenso e desencadear emoções como ansiedade, raiva, insegurança, vergonha, humilhação e até sintomas depressivos.

Geralmente, o ciúme patológico envolve três elementos principais: a sensação de ameaça à relação, a presença de um suposto rival,  que pode ser real ou imaginário e comportamentos voltados para evitar a perda do parceiro, como vigilância excessiva, cobranças constantes e tentativas de controle.


Quando vivido de forma exagerada, o ciúme pode trazer prejuízos para quem sente e para quem convive com a situação. Além disso, estudos apontam que ele está entre os principais fatores associados à violência contra a mulher.


Mas como lidar com o ciúme de forma saudável?

Um passo importante é aprender a questionar os próprios pensamentos, buscando evidências reais antes de concluir que algo está acontecendo. Também é fundamental investir em uma comunicação assertiva e respeitosa com o parceiro(a).

Outro aspecto importante é o manejo da raiva, uma emoção frequentemente presente no ciúme patológico. Buscar um ponto de equilíbrio  nas suas sensações físicas e emocionais, com técnicas de respiração e autoconhecimento das próprias emoções podem ajudar no controle das reações impulsivas.


O objetivo não é deixar de sentir ciúme, pois essa emoção faz parte da condição humana. O mais importante é aprender a lidar com essa emoção de maneira equilibrada, escolhendo comportamentos que preservem o respeito, a confiança e o bem-estar de ambos no relacionamento.



O ciúme é um sentimento muito complexo,

quando sentido de forma exagerada, disfuncional, é importante realizar acompanhamento psicológico de forma a elaborar essa emoção para ter um relacionamento saudável.



Gladys Krishna
Psicóloga e Equoterapeuta
CRP 06/224458
Instagram: psicogladys.eequoterapeuta

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