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Saúde mental de cuidadores informais: impacto emocional de cuidar de familiares

  • Gladys Krishna
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Cuidar de alguém que amamos é um gesto de afeto, mas também pode ser um grande desafio.


Os cuidadores familiares, também chamados de cuidadores informais, são pessoas que ajudam familiares, amigos ou pessoas de sua rede social nas atividades da vida diária, de forma diária ou semanal, sem receber remuneração por esse cuidado. Diferentemente deles, os cuidadores formais são profissionais remunerados e capacitados para exercer atividades de cuidado.


Na maioria das situações, são os familiares mais próximos, especialmente as mulheres, que assumem grande parte das responsabilidades relacionadas ao cuidado. Aos poucos, essa tarefa pode se tornar intensa e exigir mudanças na rotina, nos relacionamentos, no trabalho e na própria vida pessoal.


É comum que, diante de um cuidado prolongado, o cuidador vivencie momentos de cansaço, tensão, estresse, frustração, preocupação, redução do convívio social, alterações na autoestima e até sintomas de ansiedade ou depressão. Essa sobrecarga pode se manifestar nos aspectos físico, emocional e social, afetando tanto o bem-estar do cuidador quanto o da pessoa que recebe os cuidados.


Como perceber que a sobrecarga está ultrapassando os limites

Alguns sinais merecem atenção: cansaço constante, irritabilidade, alterações no sono ou no apetite, dificuldade de concentração, sentimento de culpa, perda de interesse por atividades antes prazerosas e sensação de não conseguir mais dar conta das responsabilidades.


Por isso, sentir-se cansado não significa amar menos. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Reconhecer os próprios limites também faz parte do cuidado.

Ao mesmo tempo, a experiência de cuidar não é formada apenas por dificuldades. Muitos cuidadores encontram sentido, gratificação e realização nessa experiência. A possibilidade de estar presente, oferecer conforto, retribuir cuidados recebidos e acompanhar alguém querido pode fortalecer os laços afetivos e proporcionar uma profunda sensação de proximidade e dever cumprido.




Uma reflexãopara quem cuida

Cuidar é uma expressão de amor, mas quem cuida também precisa ser cuidado.

Não é necessário enfrentar tudo sozinho. Dividir responsabilidades, aceitar apoio, preservar momentos pessoais e reconhecer as próprias emoções são formas de cuidar de si para continuar cuidando do outro com mais presença e qualidade de vida.

Que possamos olhar para os cuidadores com mais acolhimento e menos cobrança. Afinal, por trás de cada pessoa que cuida, existe também alguém que precisa ser ouvido, respeitado e cuidado.



Gladys Krishna

Psicóloga | Equoterapeuta

CRP 06/224458

Instagram: @psigladys.eequoterapeuta



Referências

LEGATTI, Júlia Nascimento et al. Os aspectos que afetam a qualidade de vida do cuidador informal. Research, Society and Development, v. 13, n. 8, p. e14013846719-e14013846719, 2024. MARTINS, Teresa; RIBEIRO, José Pais; GARRETT, Carolina. Estudo de validação do questionário de avaliação da sobrecarga para cuidadores informais. 2003. SERRA, Isaura; GEMITO, Maria Laurência. Cuidadores informais: quem quer ou quem pode? 2013.



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